Circuito Caminhos da Liberdade

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Este rota é composta por quinze municípios: Bananal, Cruzeiro, Cunha, Guaratinguetá, Ilhabela, Lorena, Pindamonhangaba, Piquete, Redenção da Serra, São José do Barreiro, São Luiz do Paraitinga, São Sebastião, Taubaté, Tremembé e Ubatuba, todos pertencentes à macrorregião turística Vale do Paraíba¹, Serras e Mar. Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba pertencem à Região Turística - RT Litoral Norte.

A UNESCO coordena as ações do projeto Rota da Liberdade em nível mundial e esta rota segue suas orientações. Mapeia os passos dos escravos africanos no Estado de São Paulo, explorando a história da região do Vale do Paraíba e resgatando a influência da cultura negra em nosso Estado.

(Cristo Redendor – Taubaté/SP) - Foto: Miguel Schincariol(Cristo Redendor – Taubaté/SP) - Foto: Miguel Schincariol

Seis roteiros constituem a Rota da Liberdade:

O negro africano e os barões do café - Pindamonhangaba, Taubaté e Tremembé. Aqui se toma conhecimento da saga dos barões do café em terras vale-paraibanas, amparados pelas mãos dos africanos escravizados. Entre os locais visitados estão a Fazenda Cabral e o Solar Visconde de Itapeva, em Pindamonhangaba, o Sítio do Pica-Pau Amarelo, em Taubaté, e a Fazenda Maristela, em Tremembé. Ver também em Pindamonhangaba a Fazenda Sapucaia.

Outros atrativos: Passeio de trem de Pindamonhangaba a Campos do Jordão (reservar com três meses de antecedência), Museu de História Natural e Hotel Fazenda Mazzaropi, em Taubaté, mirantes e cachoeiras em Tremembé.

(Sitio do Pica-Pau Amarelo) - Foto: Juliana Branco(Sitio do Pica-Pau Amarelo) - Foto: Juliana Branco

Rota da Abolição - São Luiz do Paraitinga, Tremembé e Redenção da Serra, a primeira cidade do Estado e a segunda do país a libertar os escravos. Neste roteiro, pode-se conhecer a movimentação pela abolição e seus desdobramentos. Em Redenção da Serra, deve-se ver a Estátua da Libertação e o Centro Histórico e, em Tremembé, as terras do Visconde homônimo.

Outros atrativos: Represa em Redenção da Serra, Parque Estadual da Serra do Mar, Ruínas de São Miguel e Trilha das sete cachoeiras em São Luiz do Paraitinga e mirantes e cachoeiras em Tremembé.

(Monumento da Abolição – Redenção/SP) - Foto: Juliana Branco(Monumento da Abolição – Redenção/SP) - Foto: Juliana Branco

Religiosidade e economia - Piquete, Lorena e Cruzeiro. Mostra aspectos da religiosidade e do sincretismo afro-brasileiro, além de um novo olhar sobre a presença do africano na economia cafeeira e nos caminhos do ouro. Em Cruzeiro, a Estrada da Cesareia, também chamada Trilha do Ouro ou Trilha dos Mineiros foi construída pelos escravos no século XVIII, boa parte do seu leito ainda está pavimentado com grandes pedras. Para percorrer toda a estrada, refazendo o percurso das tropas de burros que carregavam o ouro de Minas Gerais até o litoral, eram precisos três dias de caminhada; e o Complexo Cultural da Rotunda - representado pelos prédios das antigas oficinas da Rede Ferroviária Federal, Armazéns Gerais da Estrada de Ferro e a Rotunda - todos seguindo o estilo inglês. Em Lorena, Igreja Nossa Senhora do Rosário, do início do século XIX, e a Basílica São Benedito - fundada em 1852, contou, em sua inauguração, com a presença da Princesa Isabel e o Conde D’Eu. Em Piquete: Fazenda Santa Lídia, de 1832: ali a antiga senzala foi transformada em Museu do Escravo.

Outros atrativos: Grutas do Reino Encantado, Picos do Focinho de Cão, de Itaguaré e da Gomeira e Bosque Municipal em Cruzeiro, Parque das Águas do Barão em Lorena e o Pico dos Marins em Piquete.

Cultura afro-brasileira e caminho do ouro - Cunha, Guaratinguetá e Piquete. Mostra a expansão cultural negra e também como eram as reações em virtude da presença do negro nos caminhos do ouro, ou Caminho da Estrada Real - foi construído nas idas e vindas, das Minas ao litoral, desde o século XVII, em busca das riquezas. Constituído, ainda, pelas vias de acesso, os pontos de parada, as cidades e vilas históricas que se formaram. Inicialmente, o caminho ligava a antiga Villa Rica, hoje Ouro Preto, ao porto de Paraty, mas foi aberto um "caminho novo". A rota de Paraty passou a ser o "caminho velho", a partir do século XVIII. Com a descoberta das pedras preciosas na região do Serro, a estrada se estendeu até o Arraial do Tejuco (atual Diamantina), deixando Ouro Preto como o centro de convergência da Estrada Real. São mais de 1600 km de patrimônio, cercado de montanhas, natureza, cultura e arte. Em Guaratinguetá, há o Jongo do Tamandaré - dança ancestral africana que acontece em datas específicas, como o 13 de Maio, festas juninas, Divino Espírito Santo, etc. O município foi escolhido pelo MINC como Ponto de Cultura; também Igreja de São Benedito e Casa de Frei Galvão. Em Piquete: Fazenda Santa Lídia (ver acima).

Outros atrativos: Pedra da Macela em Cunha; em Guaratinguetá - Trilhas dos Pilões, Catedral de Santo Antônio (1630), Passeios Ecológicos na Serra do Mar e na da Mantiqueira; em Piquete, Pico dos Marins e Cachoeira da Andorinha.

Sociedade escravista e economia cafeeira - Bananal, Piquete e São José do Barreiro. Aprofundamento sobre os aspectos da religiosidade afro-brasileira e a presença cada vez mais forte do africano na economia cafeeira. Fazenda Boa Vista (1780) em Bananal, além da estação ferroviária, Pharmácia Popular, Solar Manuel Aguiar Vallim e Fazenda Resgate. Fazenda Santa Lídia em Piquete, Fazenda Pau D’Alho, em São José do Barreiro, além da Fazenda Catadupa.

Outros atrativos: Estação ecológica de Bananal, Picos da Bacia e do Tira Chapéu, em São José do Barreiro, e Pico dos Marins em Piquete.

(Pharmácia Popular) - Foto: Miguel Schincariol(Pharmácia Popular) - Foto: Miguel Schincariol

Quilombo e sítios arqueológicos - São Sebastião, Ubatuba e Ilhabela. Elo entre o passado escravista e o Brasil atual: remanescentes de comunidades quilombolas, sítios arqueológicos, caminho do ouro. Em São Sebastião, Sítio Arqueológico São Francisco na Praia da Figueira - ruínas de uma enorme e rica fazenda de escravos, inserida no Parque Estadual da Serra do Mar. Em Ubatuba, Quilombo de Caçandoca - desde 2006, um decreto garante a titulação da área em nome da comunidade. Em Ilhabela, passeio na vila: parte histórica, com igreja Matriz e antiga cadeia.

Outros atrativos: Em Ilhabela - mais de 360 cachoeiras, lindas praias, sendo a maior a de Castelhanos, ilhas e passeios de escuna, jipe, caiaque e bicicleta. Em São Sebastião - centro histórico, praias, ilhas, cachoeiras e passeios de caiaque e canoa. Em Ubatuba - 70 praias, Projeto Tamar, aquário, ilhas, cachoeiras e trilhas.

(Praia de Castelhanos – Ilhabela/SP) - Foto: Miguel Schincariol(Praia de Castelhanos – Ilhabela/SP) - Foto: Miguel Schincariol

Como chegar

Rodovias Ayrton Senna, Carvalho Pinto e Presidente Dutra.

Para o litoral, também rodovias dos Tamoios e Rio-Santos, a BR-101.

Hospedagem

Tanto Bananal quanto Cunha e São José do Barreiro possuem, cada um, um hotel de médio conforto e vários simples. Em Cruzeiro, há uma pousada de médio conforto e uma simples. Guaratinguetá oferece um hotel confortável, três de médio conforto e quatro simples. Pindamonhangaba tem um hotel de médio conforto e três simples. São Luiz do Paraitinga tem quatro hotéis simples. Taubaté possui um hotel confortável, quatro de médio conforto e três simples.

Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba possuem ampla rede de hotéis. Em Ilhabela há seis confortáveis, vários de médio conforto e também simples; em São Sebastião os hotéis têm categoria entre médio conforto e simples; e em Ubatuba há dois hotéis confortáveis, vários de médio conforto e dezenas simples.

Sites consultados

www.nossoturismopaulista.com.br

www.cidadeshistoricas.art.br

viajeaqui.abril.com.br/guia4rodas

citybrazil.uol.com.br

www.ferias.tur.br

www.pindamonhangaba.sp.gov.br

piquete.sp.gov.br

www.saosebastiao.sp.gov.br

www.saoluizdoparaitinga.sp.gov.br

www.explorevale.com.br

www.geledes.org.br

www.realitytour.com.br

www.spadm.com.br/pmcruzeiro/links/atrativos.htm

www.saosebastiaosp.com.br

www.cpisp.org.br

¹ Corresponde à Região Administrativa de São José dos Campos.